Criado em 05 de Novembro de 2012

Remember, remember, the 5th of November

5 de novembro, dia em que o parlamento inglês deveria ter sido explodido, mudando o mundo pra sempre e imprimindo a data em nossos calendários. Não deu certo. Ainda.

“Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot.”

Protestantes com a mascára do Guy Fawkes durante o movimento Occupy London | Photo: Andrew Winning/Reuters

Lembrai, lembrai do cinco de novembro
A pólvora, a traição, o ardil
Não sei de uma razão para que a traição da pólvora
Seja algum dia esquecida.

Guy Fawkes, integrante da “Conspiração da Pólvora“, deveria levar 36 barris de pólvora pros subsolos do parlamento inglês, explodindo o edifício durante uma sessão na qual estariam todos os parlamentares e o rei Jaime I da Inglaterra, acabando assim com o governo protestante que reprimia os católicos.

O trono assim seria de Elizabeth, filha do rei Jaime I, seria usada como fantoche dos católicos, num governo que, assim prometiam, seria mais tolerante. Guy Fawkes foi encontrado nos subsolos do parlamento com sua pólvora, torturado, entregou os outros rebeldes, depois foi condenado à forca.

Idéias são à prova de balas, V
A história (mal) resumida acima é tema de introdução de V de Vingança, história em quadrinhos escrita por Allan Moore, e adaptada para o cinema pelos irmãos Wachowski (da trilogia Matrix).

Allan Moore achou que o filme ficou tão diferente dos quadrinhos que pediu pro seu nome nem aparecer nos créditos.

Evey é uma pacata jovem que, assim como a maior parte da população, não engole a comunicação enlatada imposta pelo governo, mas não faz nada de concreto pra mudar a situação.

Em certa ocasião ela é salva por um misterioso terrorista mascarado conhecido como V, extremamente habilidoso no combate corporal e destruição.

Num de seus ataques, ele toma o controle dos sistemas de transmissão de TV durante alguns minutos e convoca o povo para lutar com ele contra o governo tirano inglês (veja o discurso no YouTube).

Enquanto tenta descobrir mais sobre V, Evey descobre seu próprio papel na revolução que pode trazer liberdade e justiça para o país.

Cena do filme V de Vingança do diretor  James McTeigue | Foto: David Appleby
Cena do filme V de Vingança do diretor James McTeigue | Foto: David Appleby

Eu não conheço os quadrinhos originais e não gosto da trilogia Matrix, mas dou meu braço a torcer, V for Vendetta é um dos melhores filmes que eu já assisti, e eu sou bem chato com filmes (por isso não gosto de Matrix).

Fiquei fascinado com a mensagem que o filme passa: as idéias são imortais e importam mais que as pessoas. Outro ponto importante é a necessidade que o povo tem de um “detonador”, se observarmos, todas as grandes revoluções populares da história tiveram um estopim, que finalmente acorda a população e leva todos às ruas, para lutar com ou sem armas.

V: A população não deveria temer seus governos. Governos deveriam temer sua população.
Evey: E você vai fazer isso acontecer explodindo um prédio?

V: O prédio é um símbolo, assim como o ato de destruí-lo. Simbolos são dados por pessoas. Sozinho, um símbolo não tem significado, mas com pessoas suficientes, explodir um prédio pode mudar o mundo.

Nós precisamos parar de reclamar da corrupção diariamente denunciada nos jornais (também enlatados), levantar e agir. Será que precisamos de um terrorista revolucionário que destrua um símbolo pra finalmente levantarmos e sairmos pra guerra?

Sobre o autor da matéria:
Marco Gomes é fundador da boo-box, empresa de mídia digital que exibe propaganda para 80 milhões de pessoas por mês no Brasil através de 370 mil sites, blogs e perfis de redes sociais.

A boo-box é uma das 5 empresas de publicidade mais inovadoras do mundo de acordo com a revista Fast Company e uma das 2 empresas mais inovadoras do Brasil segundo a Forbes.

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