Criado em 03 de Fevereiro de 2012

Previsões econômicas para 2012, como está o Reino Unido?

Com o fim de 2011 – um ano de fraca recuperação econômica – alguns especialistas alertam que no início de 2012 o fantasma da recessão volta a assombrar o Reino Unido

Que a situação econômica não está boa, isso todo mundo já sabe. Quem vive na União Européia ou no Reino Unido percebe isso no dia-a-dia. Falta emprego, estabelecimentos fecham suas portas quase que diariamente, a pobreza nas ruas aumenta, e os jornais enfatizam isso estampando os resultados financeiros.

Em 2011, a cresceu ligeiramente mais rápido do que o esperado no terceiro trimestre, mas os economistas advertem que o desempenho não foi forte o suficiente para evitar uma recessão durante o inverno de 2012.

Dois renomados órgãos econômicos a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Instituto Nacional de Economia e Pesquisa Social (NIESR) recentemente emitiram preocupantes previsões: O NIESR estima um risco de 70% de uma recessão, enquanto a OCDE prevê recessão para o primeiro semestre do ano.

Os planos de coalizão para o futuro apostam na possibilidade de redução da dívida Britânica com uma mistura de austeridade, cortes e crescimento econômico. Mas um retorno à recessão atrapalharia muito esses projetos.

A Grande Recessão da Grã-Bretanha começou na Primavera de 2008 e terminou no Verão de 2009, e de lá para cá o declínio do Produto Interno Bruto (PIB) Britânico foi de 7.1%.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um período determinado.

A redução do PIB significa, então, uma queda significativa nas atividades econômicas, que pode refletir no fechamento de fábricas, por exemplo, e como conseqüência há queda nas vendas internas e externas e a redução de mão de obra.

A grande questão agora é saber se a instabilidade econômica devido às dívidas na Zona do Euro vai inviabilizar a economia global - e danificar as chances de crescimento continuado da Grã-Bretanha.

Para impedir que isso aconteça, o Governo Britânico vem tomando medidas extremas. No início de 2011, o Imposto sobre o Valor Agregado (VAT) teve um aumento de 2.5% e o valor do Imposto de Rendas também ficou mais alto para as classes mais favorecidas.

O ponto negativo disso é que, na corrida para endireitar as finanças do país, os consumidores, as empresas e o próprio governo são obrigados a cortar despesas, e com a redução dos gastos para pagar dívidas há uma baixa no consumo o que afeta o PIB diretamente.

Ou seja, um mal necessário para a garantia de um país saudável em longo prazo.

As preocupações com a crise de dívida no bloco monetário e seu impacto sobre a economia Britânica foram uma das razões pelas quais o Banco da Inglaterra (BoE) relançou seu programa de compra de ativos em outubro, com injeção de dinheiro de 75 bilhões de libras.

Mesmo assim, as previsões ainda não são as mais otimistas, especialistas advertem que antes de uma total recuperação o país ainda tem muita conta a pagar e coisas a serem corrigidas e melhoradas. Isso sem falar da recuperação do restante da Europa que também influencia a economia Britânica.

O importante disso tudo é que atitudes estão sendo tomadas para uma recuperação e está começando a haver uma conscientização global diante de tudo que ainda está por vir. Agora resta saber até quando a crise econômica vai durar!

Razões para otimismo

  • A Libra Esterlina enfraquecida reduz o preço dos produtos Britânicos, ajudando as exportações.
  • Um poderoso mercado acionário impulsionou a confiança dos investidores.
  • O aumento do desemprego foi menor do que o previsto para 2011.
  • Mercados receberam de forma positiva os esforços dos planos de coalizão para enfrentar o déficit.

Razões para pessimismo

  • O governo iniciou selvagens cortes de gastos públicos que irão reduzir a demanda.
  • Riscos inflacionários em decorrência à injeção das 75 bilhões de libras na economia.
  • Os preços dos imóveis permanecem sobrevalorizados.
  • Os consumidores e os governos ocidentais acumularam dívidas colossais que poderiam levar mais de uma década para serem quitadas.
  • O crescimento populacional no mundo ocidental poderia corroer a riqueza das nações por uma geração.
    Rápido aumento da taxa de juros no último trimestre de 2011.

 

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