Criado em 02 de Fevereiro de 2012

Cinema Britânico, inspiração cinematográfica ao seu redor

Ao passear pelas ruas de Londres o visitante, muitas vezes, tem a impressão que está no meio de um filme, afinal a cidade foi e continua sendo o cenário preferido de muitos diretores de cinema

O Reino Unido tem uma grande influência sob o cinema moderno. As primeiras imagens desenvolvidas em filme de celuloide foram feitas no Hyde Park, em 1889, por William Friese Greene, um inventor britânico, que patenteou o processo em 1890.

De lá para cá, muita coisa mudou, os recursos se modernizaram, mas os diretores britânicos Alfred Hitchcock e David Lean permanecem entre os mais aclamados de todos os tempos, juntamente com outros importantes nomes como Charlie Chaplin, Michael Powell, Carol Reed e Ridley Scott.

O Instituto Britânico de Cinema - British Film Institute (BFI) – organizou uma votação para escolha dos 100 melhores filmes britânicos do século XX.

Mil pessoas foram selecionadas entre produtores, diretores, escritores, atores, técnicos, acadêmicos, exibidores, distribuidores, executivos e críticos que fazem parte da elite cultural britânica.

Para os amantes da sétima arte e para aqueles que gostariam de conhecer um pouco do cinema britânico, seguir a lista é essencial. Como não da para comentar todos aqui, a gente selecionou e comentou sete da lista dos clássicos:

Mona Lisa (1986)
Direção: Neil Jordan
As vezes o amor pode ser um estranho e perverso jogo.

A trama conta a história de George, um ex-presidiário, que é contratado como guarda-costas e motorista de uma prostituta de luxo.

O envolvimento afetivo dele e os problemas pessoais dela conduzem a uma dramática situação.

Mesmo sendo rodado no submundo londrino, o filme merece destaque pela sensibilidade e bom gosto das cenas.

The Railway Children (1970)
Director: Lionel Jeffries
Qual é o segredo inesperado que faz a vida de uma família virar de cabeça para baixo? Essa é a grande questão do filme. Na Londres Vitoriana dos anos 1800, uma família de classe média vive feliz em seu lar até que numa noite qualquer o patriarca da família é levado misteriosamente por dois homens estranhos.

Desolados com o sumiço do pai, mãe e filhos mudam-se para a região de Yorkshire e lá o filme começa lentamente a trabalhar seus encantos e mistérios.

Kind Hearts and Coronets (1949)
Director: Robert Hamer
Exibido em preto e branco, o filme é um clássico. A trama conta a história de Louis Mazzini, um homem ressentido, que desde pequeno ouvia sempre da mãe a história na qual fora banida da família D’Ascoyn após ter fugido com um plebeu italiano.

Um dia, então, Louis resolve eliminar todos da família que os rejeitaram e parte para sua vingança de uma forma nem um pouco convencional. Como o cartaz do filme anunciava: Um hilário estudo sobre a gentil arte de matar. Só assistindo para entender.

The 39 Steps (1935)
Direção: Alfred Hitchcock
Richard Hannay, um vaqueiro canadense de férias na Inglaterra, conhece uma misteriosa que lhe conta algo sobre um caso de espionagem e os 39 degraus.

Só que a tal mulher acaba sendo assassinada e Richard descobre que ele mesmo está sendo procurado pela polícia por assassinato. A partir de daí, Richard envolve-se no mistério e luta para provar sua inocência.

Se pensarmos nos efeitos visuais de hoje em dia, os recursos usados por Hitchcock se tornam ainda mais fascinantes.

Brief Encounter (1945)
Direção: David Lean
Laura e Alec são casados, mas com outras pessoas. Dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade da época, cada um deles vive uma vida feliz e estável com seus respectivos cônjuges até que a partir de um encontro totalmente casual surge um lampejo, um reencontro desperta emoções, uma primeira conversa informal adiciona interesse mútuo; uma primeira sugestão de um passeio desperta felicidade.

É considerado um dos melhores romances proibidos do cinema e mesmo com a ausência de tórridas cenas de paixão, o filme amorna até o mais frio dos corações.

Trainspotting (1996)
Direção: Danny Boyle
A trama mostra um grupo de jovens escoceses que mergulha no vício para fugir das banalidades da existência nos dias modernos. E logo começam a sentir as consequências de suas atitudes e a descobrir que não existem soluções fáceis para a solidão e a dor que a vida nos proporciona.

Sem moralismo e falsas mensagens, o polêmico filme acompanha a rotina alucinante dos garotos e traça um retrato da geração desesperançada dos anos 90.

O Third Man (1949)
Director: Carol Reed
Na lista do BFI, o filme ocupa o primeiro lugar, muito devido a maneira brilhante na qual o longa foi filmado.

Tido como um clássico incontestável do gênero noir, “O Terceiro Homem” é mais um filme de suspense do que de ação, embora a cena final do filme já esteja entre as mais espetaculares de todos os tempos no quesito tirar o fôlego.

 

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