Criado em 19 de Maio de 2014

Mais de 100 alunos do Ciências Sem Fronteiras voltam para o Brasil

Em meio a controvérsias, estudantes do Ciência Sem Fronteira são obrigados a voltar para o Brasil e enfrentam a realidade da incerteza e falta de perspectiva

Os participantes que estavam na Austrália, Inglaterra e Canadá estudando graduação e pós-graduação pelo Ciências Sem Fronteiras foram orientados a abandonar o programa e voltar para o Brasil.

Mais de 100 alunos do Ciências Sem Fronteiras voltam para o Brasil | Foto: Shutterstock / bikeriderlondon

Segundo o porta-voz da Capes, um dos financiadores do programa, os estudantes não atingiram os requisitos mínimos estabelecidos pelas universidades para a realização dos cursos acadêmicos.

As exigências das universidades estrangeiras podem variar, mas a maioria analisa requisitos como área de estudo, histórico escolar e proficiência na língua estrangeira.

Segundo o porta-voz da Capes, muitos alunos não conseguiram alcançar a proficiência no novo idioma e por isso foram orientados a voltar para o Brasil.

Já os estudantes alegam que a Capes não cumpriu com o que foi acordado quando decidiu transferir os alunos que participavam do Ciências Sem Fronteira para outros países.

De acordo com alguns estudantes, a nova mudança oferecia estágios nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Canadá e Irlanda. Além de seis meses extra para o aprendizado do idioma, no caso o inglês.

Vários alunos enviaram cartas ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, pedindo ajuda para tentar derrubar o pedido de retornar para o Brasil e continuar os estudos fora do país.

Enquanto isso, muitos estudantes estão tendo que encarar a realidade de voltar ao Brasil sem nenhum perspectiva para os próximos meses, já que os cursos acadêmicos brasileiros iniciaram suas atividades meses atrás.

O Ciência sem Fronteiras é um programa de mobilidade acadêmica e foi lançado em 2011 com o objetivo de enviar mais de cem mil estudantes brasileiros para instituições no exterior.

Estima-se que dez mil alunos sejam inseridos nas universidades do Reino Unido entre 2012 e 2016.

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