Criado em 04 de August de 2012

Um giro por Londres com Marcos Piangers

O apresentador ruivo e "gostoso" da Rádio Atlântida de Porto Alegre, convocado para fazer a cobertura das Olimpíadas, nos conta o que tem feito e o que está achando de Londres

Piangers é de Santa Catarina, mas mora em Porto Alegre há seis anos, desde que foi transferido para ser um dos integrantes do programa de rádio Pretinho Básico.

Foto de divulgação — Marcos Piangers
Foto de divulgação — Marcos Piangers

Entre livros, brechós, galeria de arte imperdível em Hoxton Square, grafites, gente diferente, suco de manga no 1001 e (algumas) pints em alguns pubs do Norte de Londres, numa típica tarde londrina – ora nublada, ora ensolarada –, a Geleia Cultural acompanhou Marcos Piangers em um passeio pela Brick Lane, Old Street, Hoxton e áreas ao redor.

Piangers veio para Londres em 2006, com sua mulher, Ana Emília. Como era a primeira vez do casal por aqui, eles fizeram as vezes de turistão: visitando do Buckingham Palace e casas do Parlamento a museus e igrejas .

Desta vez, a coisa está sendo diferente, ele está mais focado em viver a cidade, conviver com o cotidiano londrino, conversar com o pessoal na rua e, evidentemente, acompanhar as Olimpíadas.

Amante inveterado de cerveja, a quantidade de pints por dia do cara está na marca dos seis. O que significa que ele nunca bebe menos de 2,8 litros, mas o número pode algumas vezes ser maior.

Aliás, a quantidade de pubs por metro quadrado de Londres é uma das coisas que fascina o cervejeiro, apesar dele estar indignado com o fato de que a maioria dos bares da cidade fecha por volta das 23h. ”Não quero sair à noite aqui para dançar, mas gostaria de mais tempo para beber”, completa.

Além de estar escrevendo para o blog Piangers em Londres e uma coluna no Diário Catarinense, ele faz entradas no Pijama Show, participa do Pretinho Básico das 18h e, inclusive, já fez uma entrevista com a Miss Brasil 2011, Priscilla Machado, para o Qualé (todos programas da Rádio Atlântida). Além do Almir Viaja, programa em que o Almir (um Catarina hilário e personagem preferido de Marcos) dá dicas de viagens.

Antes dos Jogos Olímpicos começarem, falava-se muito da organização do evento, de que a cidade não conseguiria suportar o número abundante de gente que estaria aterrissando aqui e outra infinidade de previsões pessimistas.

Na visão de Piangers, no entanto, tudo está tranquilo: as pessoas, envolvidas ou não no evento, são educadas e prestativas com os turistas, a organização da cidade parece boa e a limpeza nem se fala. Para ele, as bicicletas para alugar disponíveis nas ruas foram a sacada do prefeito de Londres, Boris Johnson, e estão sendo uma mão na roda.

Enfim, num bate-papo sobre família, viagens, preferências literárias, cerveja, Kate Middelton e Disneylândia, Marcos nos conta quais são suas impressões sobre Londres.

Geléia Cultural: Estão te tratando bem na cidade?
Marcos Piangers: Até de mais, é um pouco assustador a educação das pessoas com o próximo. Para ser sincero, percebi que a gentileza pode até ser mais forte do que o próprio ato de violência. Se alguém vem gritando comigo porque eu fiz algo errado, a minha resposta será de revolta e é bem provável que eu venha fazer aquilo errado novamente.

Outro dia andando de bicicleta na contramão aqui em Londres, uma pessoa me parou para dizer que eu estava errado, só que ela foi tão gentil, me perguntou se eu não me importaria de andar na direção correta e tal, que eu cheguei a ficar sem jeito. Se eu vou fazer errado novamente? Nunca.

GC: Diferenças entre Londres e Florianópolis?
MP: Ah, não dá nem para comparar. Londres é uma cidade cosmopolita, grande. Florianópolis é pequena, se repete. Tu vives um ano lá e vais fazer as mesmas coisas. Aqui em Londres, em um ano, dá para fazer tudo diferente, todos os dias.

GC: E entre Londres e Porto Alegre?
MP: A diferença das duas não é tão evidente, ambas são trandsetters, há um cultivo de novas tendências. O problema de Porto Alegre é um problema brasileiro: segurança pública e transporte.

GC: Limpeza de Londres?
MP: Comparado com Porto Alegre, as ruas de Londres são como o bumbum da minha filha de dois meses: limpinhas e cheirando a talco.

GC: Em matéria de beleza, qual a nação que se destaca nessas Olimpíadas?
MP: O Team GB. Estou impressionado com as inglesas, elas parecem ter melhorado muito de uns anos para cá. Aquela imagem da inglesa nariguda, branquela e meio gordinha já não existe mais.

Elas estão bonitas, se vestindo melhor. Acho que elas estão mais misturadas, com mais peito, mais bunda. Já vi muita gata falando water e whatever (imitando um sotaque britânico carregado), então acho que elas eram britânicas, não?

GC: Além das inglesas, o que te chamou mais na cidade a atenção até agora?
MP: Uma peça de teatro no Shakespeare’s Globe Theatre – reconstrução do teatro poligonal elisabetano onde estreou a maioria das últimas peças de Shakespeare.

Estou impressionado até agora com o profissionalismo dos produtores, atores e responsáveis. Por £5, vi um espetáculo fantástico.

GC: Entre tuas andanças pelo mundo, Londres está em que colocação?
MP: Berlin é a primeira colocada, então vem Paris, Amsterdam, Bruxelas, pois tem tudo o que eu gosto: frutos do mar, cerveja e chocolate, depois Nova Iorque. Londres está entre as dez mais, mas não entre as primeiras.

GC: Kate Middelton?
MP: Uma gata, sex appeal, de mais!

GC: Família real?
MP: A Disneylândia do Reino Unido. Algo que gera turismo ao país, vende produtos relacionados à Coroa Britânica e tem lá o Pateta, a Margarida, ...

Quem estiver curioso e a fim de conferir o Marcos Piangers e o Almir em ação, além do blog, pode acessar o site da Rádio Atlântida.

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